Amamentação X Alergia Alimentar – Por Ivana Aquino, convidada especial.

ivana-3Este texto foi escrito por Ivana Aquino Dias de Araújo, mamãe da Malú, uma menininha linda que tem alergia alimentar múltipla. A Ivana é psicóloga, presta apoio psicológico individual ou em grupos, nas dietas restritivas por alergia alimentar. É a moderadora de um grupo fechado de mães no Facebook que proporciona o auxílio mútuo de mães, pais e/ou responsáveis por crianças com APLV, entre outras alergias alimentares. O apoio que esta mamãe dá lá no grupo é inigualável! Tive o privilégio de conhecer a Ivana em 2014, pelo facebook e depois pessoalmente, quando esta me prestou aconselhamento e orientação psicológica, um trabalho de apoio bem focado na questão da alergia alimentar, de como manejar isto socialmente, na escola e na família, com dicas de como se adequar às restrições prescritas pelos médicos e nutricionistas, trabalho este que foi fundamental para que eu conseguisse seguir amamentando a Rafa, me incentivando a ter mais coragem para superar todos os desafios que a dieta restritiva nos traz. O atendimento dela, além de ter me passado muito do conhecimento que tenho hoje sobre alergia alimentar, me trouxe um carinho e um conforto que me motivaram a seguir em frente com muito mais ânimo e força! Agradeço muito a esta mamãe e psicóloga exemplar e dedicada que sabe exatamente a importância da empatia na vida das pessoas, pois transmite este sentimento no abraço e no olhar!

Por isto, não poderíamos ter alguém mais especial para inaugurar o nosso espaço “De mãe para mãe” do que ela.  Segue o texto lindo, com relato emocionante sobre a amamentação de uma criança com alergia alimentar múltipla.

Tenham uma ótima leitura 😉

Amamentação X Alergia Alimentar 

“Muitas mães me pediram para contar um pouco de como consegui amamentar minha filha alérgica múltipla por 1 ano e 3 meses, o que me motivou e como não desisti. Posto para vocês o link de um texto muito bem escrito (faço das palavras da Helo as minhas), que explica os motivos pelos quais não devemos desmamar um bebê alérgico. Ao final dele, tem o link para outro: http://tetenossodecadadia.com.br/alergia-alimentar-por-que…/

Sobre a minha experiência…

Não, não é NADA fácil amamentar um bebê com alergia alimentar… mas tive a sorte de encontrar médicos que apoiaram muito o aleitamento. Tive a benção de estar com uma pediatra no pós- parto que logo no começo dos sintomas percebeu que algo estava errado e me encaminhou para alergista e gastropediatra.
Segunda benção: consultei com um alergista/ imunologista que me impediu de dar uma vacina que poderia ser letal no caso da minha filha e me encaminhou para a melhor gastropediatra/ nutróloga que poderíamos ter.
Maria Luísa tinha sintomas gástricos (doença do refluxo, cólicas intensas, distensão abdominal, diarreia, assaduras), de contato e de pele (dermatite atópica).

Foi muito difícil constatar que poucos alimentos industrializados eram livres dos alérgenos que precisávamos cortar da dieta, principalmente leite, soja e ovos. Durante um tempo, ficamos sem todas as proteínas animais e trigo, além de algumas frutas. Após a ausência de sintomas, conseguimos inserir na dieta alguns alimentos e melhorar meu cardápio.

Minha filha tinha reações, mesmo com a mínima exposição aos alérgenos, o que chamamos de TRAÇOS. Isto quer dizer que para o corpo dela, tanto fazia se eu tomasse um copo de leite ou apenas usasse um copo que havia sido utilizado com leite e estava só enxaguado. Isto era bem difícil de explicar para as pessoas…

Depois que os sintomas amenizaram e criei coragem para sair com ela, sempre levava minha garrafinha de água e, se fosse comer algo, levava também. Muitas vezes, quando questionada, não bastava dizer que eu não podia comer tal coisa, tinha que (tentar) explicar a DIFERENÇA ENTRE INTOLERÂNCIA À LACTOSE E ALERGIA A PROTEÍNA DO LEITE, o motivo pelo qual não podia nem usar o copo de outra pessoa e que não poderiam beijar minha bebê nem tocar em suas mãos (bebês colocam as mãos na boca!) se tivessem ingerido leite ou algum outro alérgeno…. e ser taxada de fresca, exagerada, neurótica ou que estava fazendo a dieta da moda. Aaaahhh, minha gente… só eu sabia (e meu marido) o inferno que passávamos quando as reações começavam, às vezes dias depois…E o pior: ser chamada de masoquista, pois preferia isto a dar logo uma mamadeira com “leite artificial”(“leite” este que custa quase 200,00 CADA LATA).

Tive muito apoio da minha família e foi este o principal fator que não me deixou desistir. Meu marido e meus pais, metaforicamente, me carregaram no colo quando eu já não tinha forças. Minha mãe cozinhava, com maior cuidado e amor, separando todos os meus utensílios e testando receitas. Além disto, como citei acima, apoio médico foi fundamental: nossa gastropediatra/ nutróloga foi incansável. Nunca terei palavras suficientes para agradecer aos profissionais maravilhosos que estão ao nosso lado (gastropediatra Elza Mello e alergista André Luis Becker). Se hoje trabalho com alergia alimentar, foi por encontrar inspiração e incentivo neles. Juntamente ao apoio familiar e dos médicos, ter a ajuda de uma terapeuta foi decisivo para o sucesso do aleitamento. Não menos importante foi a ajuda de um grupo especial, onde conheci mães guerreiras e maravilhosas… (ao Tips, todo meu amor e gratidão!)

Uma mãe que amamenta precisa de uma rede de apoio (todas as mães precisam, mas neste caso estamos falando de amamentação); as que amamentam um filho com alergia alimentar ainda mais. Para mim era impossível dar conta da casa, da cozinha (TUDO era feito em casa: bolos, pães, geleias, substitutos para margarina, etc.) e de um bebê que praticamente não dormia, chorava bastante e solicitava o peito a todo instante para aliviar o desconforto gástrico. Ter a família, os médicos e minha terapeuta ao meu lado, fez toda a diferença. Por isto chamamos de REDE de apoio: pessoas que possam te sustentar, segurar, apoiar nas dificuldades. Sabe a rede do circo, que impede que o equilibrista se espatife no chão? Pois é.

Hoje olho para trás e vejo que VALEU MUITO À PENA.
Tivemos um desmame natural com 1 ano e 3 meses, quando ela decidiu que não queria mais. Ao longo deste tempo, conseguimos testar e aprovar vários alimentos via leite materno e depois direto nela. Ver minha filha saudável e a evolução que ela teve neste período, não tem preço que pague. Das múltiplas alergias que ela apresentava, hoje, com 3 anos, restam somente leite (sintomas gástricos, de pele e, rinite – este último se apresentou somente após uma exposição em março deste ano) e banana (anafilaxia).

Seguem algumas dicas que podem facilitar esta jornada, com base na minha experiência pessoal e profissional:

* SE VOCÊ É A MÃE QUE AMAMENTA:

  1. Procure ESPECIALISTAS: aqui consultamos gastropediatra, alergista e nutricionista. Amamentar com restrições requer orientações claras quanto à dieta e, muitas vezes, suplementação de vitaminas, que deve ser feita por um profissional habilitado. Além disto, estes são os profissionais ideais para fechar o diagnóstico.
  2. Consuma, preferencialmente, alimentos naturais. Evite ao máximo os industrializados, a maioria dos que encontramos nos mercados NÃO É SEGURA. Não confie nos rótulos e faça contato com o SAC das empresas. Em julho deste ano entrou em vigor a nova lei de rotulagem, que obriga o destaque de alérgenos nas embalagens. No entanto, ainda temos no mercado produtos fabricados antes da entrada da lei. Na dúvida, não consuma.
  3. PEÇA AJUDA. Não, você não é obrigada a dar conta de tudo sozinha. Infelizmente, nossa sociedade idealiza e fantasia a maternidade como um “mar de rosas”. Os bebês alérgicos, principalmente os que tem sintomas gástricos, em geral, choram bastante até o controle dos sintomas. Não se sinta culpada por, às vezes, não conseguir suportar tanto choro. Você não será uma péssima mãe por isto! Não tenha vergonha de pedir ajuda. É absolutamente NORMAL não dar conta desta demanda sem apoio.
  4. INFORME-SE. Levar uma lista de dúvidas nas consultas pode ajudar muito. Pergunte TUDO para os médicos que acompanham, tente não sair da consulta com dúvidas. Se for buscar informação na internet, procure saber da veracidade das fontes.
  5. INFORME seus familiares e ajudantes sobre as restrições. Explique, conscientize, leve junto nas consultas se necessário. Antes de perder a paciência, LEMBRE: você também, provavelmente, não sabia NADA sobre alergia alimentar até passar por isto. Ou você imaginava que tinha leite no fermento de pão e até em uma marca de colchão? E soja no chiclete? E ambos até nos cosméticos?
  6. Tente COMPREENDER se alguém minimizar o impacto do diagnóstico e das repercussões, principalmente se for um membro da família. Negar a doença muitas vezes faz parte do processo de aceitação dela. Questionamentos sobre o diagnóstico (será mesmo que ele é alérgico?) podem surgir após a estabilidade dos sintomas, o que costuma irritar algumas mães.
  7. Só participe de grupo de ajuda que EFETIVAMENTE AJUDE; nada de fazer comparações com o caso de outros bebês e sair cortando tudo da dieta sem a real necessidade ou adotando como verdade o que todos dizem nas redes sociais. Em se tratando de alergia alimentar, CADA CASO É ÚNICO e qualquer alteração no tratamento deve ser avaliada pelo MÉDICO que acompanha. Aliás, nada de comparar seu bebê com os outros, em todos os quesitos: peso, altura, desenvolvimento, etc.
  8. Se preocupe em dar ao seu bebê o máximo de conforto possível, principalmente se ele tem sintomas gástricos e de pele, que incomodam bastante. Se isto envolver colo e peito com bastante frequência, cama ou quarto compartilhados, que seja. Saiba que peito, além de aliviar o refluxo momentaneamente, também é aconchego e acalento para quem não sabe expressar sua dor em palavras. A posição em que ficam no colo também pode aliviar o refluxo se for bem inclinada. Cama ou quarto compartilhado, neste caso, envolvem um medo real de engasgos, que deve ser levado em conta. Evite dar atenção aos palpiteiros que insistem em dizer que “o colo estraga”, que deve deixar chorar, colocar horário nas mamadas, que o bebê deve aprender a dormir sozinho no berço e todo aquele discurso que conhecemos bem. Só quem sabe o que se passa dentro de casa, quando a criança chora incessantemente devido aos sintomas, é você (e, muitas vezes, o pai da criança). Portanto, quem pode decidir o melhor para amenizar o sofrimento do seu filho, é você.
  9. Tenha um momento do dia que possa ser só seu, nem que seja um banho demorado.
  10. Mesmo que não consiga dormir durante o dia, tente descansar nos momentos de sono do bebê (se você está no começo da jornada, acredite: vai chegar o dia em que ele vai dormir!), ou quando ele estiver sob os cuidados de outra pessoa. O estresse constante pode prejudicar a produção de leite materno (sem falar nas consequências emocionais da privação de sono…).
  11. Fazer um diário alimentar pode ajudar a conhecer as manifestações da doença que seu bebê apresenta. Eu, por exemplo, consegui perceber que minha filha quase sempre apresentava reações em até 3 dias após a exposição ao alérgeno.
  12. Pratique alguma atividade física leve regularmente. Não estou falando de academia… uma volta na quadra ou um passeio na praça (sozinha ou com o bebê) podem ser revigorantes. Procure locais calmos (praças ou parques SEGUROS), que possam aquietar um pouco sua agitação interna. Mesmo uma volta no shopping pode ajudar, mas ao ar livre e em contato com a natureza seria ótimo.
  13. Quando o bebê melhorar dos sintomas, tente retomar atividades sociais. Muitas vezes a tendência da mãe é isolar-se do convívio social, pelas dificuldades práticas que enfrenta com a dieta e pelos sintomas do bebê. Isto tem um efeito negativo e pode levar a depressão. Você pode ir àquela festinha só para ver amigos e conversar, nem que seja levando sua comida.
  14. Tente racionalizar: é TEMPORÁRIO. Percebo, com as mães que acompanho, que quando se está “no olho do furacão”, a tendência é achar que aquilo não terá fim. Este tipo de pensamento leva a pensar no desmame como única e salvadora alternativa. Saiba: mesmo bebês alimentados exclusivamente com fórmula podem demorar até 8 semanas para ter efetiva melhora. Já atendi mães que desmamaram na esperança de melhora imediata e frustraram-se muito.
  15. NÃO FOQUE NA CURA, mas sim, na saúde e na ausência de sintomas. Algumas mães ficam tão ansiosas com a idade em que a cura chegará que não percebem que o importante MESMO, é que a criança esteja SAUDÁVEL e tenha qualidade de vida.
  16. NEM TUDO É ALERGIA! Temos a tendência a pensar que qualquer alteração do bebê é decorrente da alergia alimentar e muitas vezes não é. Aliás, antes de pensar em alergia alimentar, procure saber se o que você considera sintoma não pode ser problema de outra ordem. O bebê pode estar chorando por fome, por exemplo, por estar com a “pega” do peito inadequada (na dúvida, vá a um banco de leite ou contate uma consultora de amamentação). Bebês choram (porque é a única forma que conseguem se expressar), podem ter cólica, dificuldades para evacuar e para dormir… e isto pode não ter nada a ver com a alergia. O bebê pode apresentar mudanças com a dentição, com a introdução alimentar, nos saltos de desenvolvimento e com cada nova aquisição (rolar, pegar objetos, sentar, engatinhar, caminhar, etc). Geralmente estas questões normais do desenvolvimento do bebê podem trazer alterações no comportamento e no padrão de sono (é durante o sono que ele elabora tudo que está aprendendo).
  17. Se for possível, busque apoio profissional. Acompanhamento psicológico para lidar com as dificuldades do aleitamento com restrições alimentares pode ajudar muito. Um espaço para escuta livre de julgamentos e de acolhimento é motivador para seguir em frente. Se você não tem condições financeiras, geralmente as Universidades oferecem, nas faculdades de Psicologia, serviços de atendimento gratuito.

… E se eu não conseguir?
Cada mãe sabe dos seus limites e não se culpe por isto. Se o desmame for inevitável, faça de maneira consciente e bem pensada. Esteja INFORMADA antes de decidir, converse bastante com o médico Um desmame abrupto pode ser muito sofrido, tanto para a mãe quanto para o bebê, gerando traumas. Se possível, faça de “maneira gentil”, aos poucos. Mesmo quando a mãe está decidida a desmamar, este processo pode ser difícil.

A alergia alimentar é uma doença realmente NEUROTIZANTE. Sem que você perceba, pode estar deixando de viver o lado bom da maternidade. A ALERGIA TEM O PESO QUE VOCÊ DÁ A ELA.: seu filho é muito mais do que um diagnóstico! APROVEITE cada descoberta!

* SE VOCÊ É FAMILIAR OU DESEJA AJUDAR:

  1. NÃO JULGUE a escolha da mãe em amamentar e nem os cuidados dela como sendo exagero ou superproteção. Saiba que estudos médicos apontam que a amamentação para bebês com alergia alimentar é PADRÃO OURO no tratamento. Ou seja: o IDEAL e o MELHOR, quando a dieta é feita corretamente. Para ela já é suficientemente DIFÍCIL lidar com o problema; não crie outro.
  2. ESCUTE E APOIE. Muitas vezes, ao fazer um desabafo do quanto está difícil, a mãe não quer soluções (como a de “dar logo uma mamadeira para esta criança”). Na grande maioria das vezes, ela só quer EMPATIA: “puxa, que difícil! Posso fazer algo para te ajudar?” Não tendo nada de positivo para dizer, um abraço sempre vai bem.;)
  3. Se você é o pai: seja um FACILITADOR do processo de amamentação. Divida tarefas, se disponha a escutar, propicie tranquilidade e segurança para a mãe. Seja PARCEIRO e tente, ao máximo, se informar para entender a doença. Tenha paciência… o período pós- parto costuma ser bem conturbado em “condições normais”. Quando se tem uma questão de saúde envolvida, potencializam-se as dificuldades que podem surgir no processo de adaptação da nova configuração familiar.
  4. Já parou para pensar no VALOR SOCIAL E CULTURAL que atribuímos à comida? Em raras situações sociais não encontramos a comida associada. Comida está relacionada com afeto, identidade… E como você acha que fica isto para quem tem alguma necessidade especial de dieta? Nem imagina? Tente fazer 1 mês de dieta junto com esta mãe e perceberá a REAL dificuldade. Em ocasiões festivas, tente se informar sobre o que a mãe pode comer; pelo menos se mostre interessado no assunto, mesmo que no final, ela diga que levará o que vai consumir. Já temos locais que fazem opções sem alérgenos. Já pensou em fazer este carinho para quem está lidando com restrições alimentares? Tenha certeza de que isto tem IMENSO VALOR.
  5. NÃO, DE MANEIRA NENHUMA, JAMAIS minta (ou omita informações) sobre alimentos ofertados à mãe e/ou ao bebê. Já vi caso de CHOQUE ANAFILÁTICO por ter sido oferecido ao bebê um alimento com leite de vaca escondido da mãe, por um parente que considerava aquele cuidado todo um exagero. Tudo terminou bem somente porque estavam muito próximos de um PS….. mas e a confiança desta mãe perante à família, como você acha que ficou? Em bebês que apresentam sintomas até dias depois, pode ser enlouquecedor procurar onde foi o “furo” na dieta… e isto pode levar ao desmame.
  6. No caso de PAIS SEPARADOS e se você é o PAI, não deixe de acompanhar o tratamento de seu filho (a) e procure MANTER OS CUIDADOS quando estiver com ele (a) sem a presença da mãe. Se tiverem problemas de comunicação, peça ajuda para algum outro familiar intermediar. Está difícil aceitar ou acreditar na doença? Marque um horário no médico que acompanha para conversar, informe-se. LEMBREM-SE SEMPRE: o bem estar da criança deve estar acima de qualquer dificuldade no relacionamento de vocês.
  7. Por vezes, é a própria mãe que nega o problema… Isto pode acontecer e acredite: provavelmente não é por mal. Negamos alguma situação para nos protegermos do sofrimento que ela causa, como mecanismo de defesa. Esteja ATENTO ao problema caso seja o pai do bebê ou quem está mais próximo e peça AJUDA.
  8. Também observe a possibilidade de DEPRESSÃO PÓS -PARTO nesta mãe, que pode se manifestar não só após o parto como muitos pensam, mas ao longo do primeiro ano do bebê e ter sintomas como irritabilidade e impaciência, não só tristeza e desesperança (sintomas mais conhecidos), entre outros. E se a depressão se instalar, LEMBRE: NÃO É CULPA DELA e requer tratamento especializado.
  9. Tenha RESPONSABILIDADE SOCIAL para tentar evitar um desmame. Fórmulas especiais são caras (de 110,00 à 200,00 cada lata, dependendo da fórmula. Se o bebê tiver até 6 meses, consumirá cerca de 11 latas mensais). O governo deve fornecer, mas quem já está nesta caminhada sabe da dificuldade de se contar com isto; muitas vezes, as fórmulas atrasam ou tem seu fornecimento irregular.

Tentei abrir os olhos e o coração do leitor para perceber que os impactos do diagnóstico e do tratamento da alergia alimentar são muitos e podem trazer dificuldades em diversas áreas, comprometendo a saúde emocional da mãe e da família de maneira devastadora. Foquei na amamentação, mas poderia ficar muito mais extenso se abordasse TODAS as repercussões da doença: nas relações familiares e sociais, nas finanças da família, na carreira profissional da mãe, na vida social e escolar da criança, etc.

Vamos tratar do assunto com mais AMOR E EMPATIA. Deixo meu abraço carinhoso em especial para as mães que estão passando por isto.”

ivanaPor Ivana Aquino Dias de Araújo
Mãe da Malu – alérgica alimentar
Psicóloga
Especialista em Psicologia Hospitalar
Serviço de apoio psicológico a dietas restritivas por alergia alimentar
Atendimento individual e em grupos
Equipe Gastropediatra, Nutróloga e Nutricionista Dra. Elza Daniel de Mello – Porto Alegre/ RS

 

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